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a cidade |
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pôr-do-sol na praça secaAzul místico de tão vivoTransparente límpida luz De fim de tarde de cigarra E cachorro marrom passando Nuvens brancas cinzas mistas
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Ela quer fazer tintim Da lata do guaraná Com meu relógio, a Kombi Azul cruza a rua: noite Surgindo na volta, volta
Ela fala da natureza
próximo
(no parque das ruínas)
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no parque das ruínas A cidade vista do alto
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A Guanabara, os prédios históricos As montanhas e favelas A Urca, Niterói, amendoeiras A Lapa, os Arcos, as Igrejas Todos os bairros de nomes santos Toda miséria e solidão Uma gaivota cruza os céus O sol da manhã ilude a visão Brilho tão intenso parece fog Tropical, cega o coração: próximo
(janela do catete)
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| janela
do catete
Acordo antes do dia
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Museus e centros municipais No céu estrelas, aviões e luas Ao redor do Cristo que abençoa Todos os sinais de morte e vida Que se anunciam na cidade. No prédio ao lado uma mulher costura No andar de baixo, na fissura Ele roda no sofá vendo tv. Ao longe não defino o sexo Da beleza morena que some Não sem antes me olhar também Indiscreta janela Urbana fome Olhar De todos De ninguém
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